Pular para o conteúdo principal

SAMBIOGRAFIA - Dorinho Marques.



Foto - Projeto Bambas da Pauliceia
CD - 2015

Dorinho Marques. Paulistano, 20 de fevereiro de 1953. O gosto pela música vem desde as reuniões familiares onde o pai era o sanfoneiro. Aprendeu violão influenciado pela Bossa Nova. Começou a compor ainda no colégio. Em 1974 participou da fundação da E.S. Barroca Zona Sul. Mais de quarenta carnavais e vários sambas enredo. Nos anos oitenta ao lado de outros artistas criou a Cia de Música e o Trio Elétrico Zuera Paulista. Na década de 90 foi vocalista e cavaquista dos grupos: Gerasamba, Sintonia e Ejeb. Nesse período pôde acompanhar muitos bambas. Já compôs cerca de 300 músicas, só ou com parcerias. Algumas foram gravadas por grandes intérpretes. Sempre divulgou seus sambas por aí, porém somente no ano de 2015 lançou seu primeiro trabalho autoral no CD - SAMBA RURAL PAULISTA.
Sete sambas remetem ao universo do homem simples caipira. São eles: Samba Rural Paulista, Sertanejo e Violeiro, Cantando pela Estrada, Fandango na Fazenda, Bonança, O Boi Chorou e Festança. O samba urbano aparece nas outras quatro faixas: Cantando pela Madrugada reflete a boêmia da cidade grande que persiste na imaginação e coração do sambista de rua. O Canto dos Pássaros traz o lirismo emprestado da natureza. A Lua de Ogum Clareou, um partido exaltando a tradição e o ambiente natural do autêntico pagode e Santo Aniceto da Serrinha que homenageia o grande mestre partideiro Aniceto do Império

A dupla Dorinho Marques & Emersson Ursoo, assina as onze composições do CD. (A Lua de Ogum Clareou - faixa 10 - inclui Marquinhos Jaca na parceria).
Convidados especiais dividindo o vocal: Charlie Diéf (Cantando pela Estrada). Tito Amorim (Cantando pela Madrugada). Emersson Ursoo (O Canto dos Pássaros). Ricardo Rabelo (A Lua de Ogum Clareou). Marquinhos Jaca (Santo Aniceto da Serrinha).
Músicos participantes: Charlie Diéf (violões). Ricardo Rabelo (cavaco e banjo). André Hamilton (teclados). Fernanda Lelot (flautas) Teleu Sanvita (viola caipira). Allan Abbadia (trombone). Marcelinho Monserrat (violão de 7 cordas). Orlando Junior, Jefferson Santiago, Serginho Bigode e Tito Amorim (percussão). Márcia Felix, Leticia Felix, Thais Marques, João Silva, Letícia Helena e Sandra Moura (coro) Marquinhos Jaca (cavaco, somente no samba A Lua de Ogum Clareou).
Técnico de gravação -- Caio Teaser.
Mixagem, masterização e edição -- Thiago Beatriz.
Produzido por Emersson Ursoo com arranjos e regência de Charlie Diéf e gravado no Villa Studio.(SP). 
 Links onde você pode conferir o trabalho de D.M.

Samba Rural Paulista by Dorinho Marques on Spotify

Dorinho Marques - Oficial – Palco MP3

dorinhomarques  Youtube

Criado em: 16/10/2010  •  Vídeos: 30
CANAL



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O SAMBA RURAL PAULISTA.

O SAMBA RURAL PAULISTA


Foi na região centro-oeste de São Paulo, - séc. XVIII - que o Samba Rural se desenvolveu. Entre o final do séc. XIX e início do séc. XX se expandiu ao sul de Minas Gerais e à região metropolitana da capital paulista. No sudeste ele foi ligado ao lazer da atividade cafeeira. Com o fim do ciclo do café, a abolição e o êxodo rural, as populações de afrodescendentes vieram a implantar o samba rural na capital paulista e arredores. Festas religiosas, como as de São João, Santo Reis, Nossa Senhora Aparecida, Bom Jesus e São Benedito antecediam os encontros de grupos de samba de diversas localidades e eram divididas entre brancos e negros caipiras. Rezas,  ritos, comes e bebes e muito samba. Segundo as pesquisas de Mário de Andrade, os grupos, associações, cordões, ranchos que vieram a se organizar numa entidade, tiveram uma figura central, um chefe, o dono-do-samba. "Os homens tocam seus instrumentos de percussão onde o bumbo predomina, vão se revezando, as mulher…

BRANCA DI NEVE

Vitimado por um derrame cerebral aos 38 anos de idade, em 1989, o sambista paulistano Nelson Fernandes Morais, o Branca di Neve, tinha acabado de gravar o segundo disco solo, incluído neste CD que resume sua trajetória nos títulos Branca Mete Bronca Vols. 1 e 2. Antes disso, ele tinha passado pelos Originais do Samba, roncou surdo com o Luis Wagner guitarreiro celebrado por Jorge Ben Jor, seu ídolo e modelo, com quem também tocou, além de Nara Leão, Baden Powell e Toquinho. Os dois discos refletem a influência do samba rock ou suíngue do Babulina que se transformaria na célula básica (depois deturpada) do pagode paulista.Com sua voz quebrada que em alguns momentos lembra Luís Melodia, agulhada pelos sopros gingantes do estilo, Branca canta outros expoentes do setor como Bedeu (Kid Brilhantina), Luis Wagner (Oi), Marku (Canaviá), Zelão (Boca Louca), além das próprias composições, uma delas, A Cor de Deus, que ele chegou a mandar numa apresentação para o bispo africano Desmond Tutu numa…